REFLEXÃO APÓS O NATAL


Pe. José Felippe Netto


Após nos prepararmos durante quatro semanas, chegamos mais uma vez à celebração do natal de nosso Senhor Jesus Cristo. Não importa se nasceu no dia 25 de dezembro. Importa o motivo pelo qual Ele veio a este mundo! Na citada data celebramos a manifestação de Deus em nossa humanidade. É a festa da LUZ! Deus nos falou – e continua falando – através de seu próprio Filho!
A primeira coisa que chama-nos a atenção ao ouvirmos o Evangelho da missa da noite de Natal é o fato de Jesus ter nascido pobre no meio dos pobres, numa família pobre e migrante. E quem são os primeiros a receberem a notícia? Os pastores, também pobres! Receberam a notícia: “Não tenham medo! Eu lhes anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador, que é o Cristo Senhor” (Lc 2, 10-11).
Realizou-se o que profetizou Isaías: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu” (Is 9,1). Alegria, felicidade, regozijo tomaram conta de todos. Nós, que nos preparamos para a festa do Natal, também somos convidados a viver essa alegria! Porque o Salvador nasceu também para nós!
Na carta a Tito, São Paulo escreveu: “A graça de Deus se manifestou, trazendo salvação para todos os homens. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade” (Tt 2, 11-12).
Então, se apesar das oportunidades que você teve para se preparar para o Natal, ainda conserva mágoas, ressentimentos, inimizades, está na hora de se reconciliar, de dar ou pedir o perdão. Durante a realização do Ano Santo da Misericórdia o Papa Francisco convidou-nos a vivermos as Obras de Misericórdia.
Não deixe o inimigo dominar você. Lute. Expulse-o de seu interior. Use as ferramentas da oração, da Palavra de Deus, da reconciliação com Deus e com as pessoas. Que o abraço da paz que trocamos na missa não seja um simples e frio gesto mecânico, mas uma entrega à pessoa que você abraçar. Acima de tudo esteja em condição de receber Jesus no Sacramento da Eucaristia. Somente assim Ele estará habitando em seu coração.