MÃES ADOLESCENTES


Pe. José Felippe Netto

 

O jornal Folha de São Paulo, publicou em sua edição de 24 de fevereiro p.p., nas páginas B 5 e 6, o resultado de pesquisa realizada em nosso país, informando que em cada cinco bebês nascidos um tem mãe adolescente. Os maiores índices encontram-se nas regiões Norte e Nordeste. Em São Paulo, embora as taxas sejam mais baixas, a queda é lenta. A pesquisa cita também a alta evasão escolar e a baixa inserção no mercado de trabalho entre as mães adolescentes. 76% das brasileiras de 10 a 17 anos que têm filhos não estudam e 58% não estudam nem trabalham.

Outras informações: “A jovem tem um pensamento de que nada vai acontecer com ela. A amiga engravida mas ela não. (...) Esses bebês têm maior risco de prematuridade, baixo peso, mortalidade e complicações como má formação. (...) As meninas que engravidam antes dos 15 anos, por exemplo, têm um risco cinco vezes mais elevado de morrer por causas relacionadas à própria gravidez, ao parto e ao pós-parto do que mulheres na faixa dos 20 anos”.

A pesquisa mostra diversas causas da gravidez precoce. Nossas jovens necessitam de muita ajuda, muito apoio, muita orientação para não chegarem a essa situação. Os primeiros a oferecerem esse apoio e essa orientação seriam os pais. Entretanto, não há diálogo entre pais e filhos, principalmente sobre sexualidade. Os pais se omitem porque não estão preparados para discutirem tais assuntos. Outros encontram-se ausentes. Os filhos, por sua vez, incluindo os rapazes, têm vergonha, não se abrem e preferem aprender “na rua”, geralmente de modo deturpado.

A escola pode ajudar, mas, a pesquisa informa que, segundo os estudantes, “o ensino sobre sexo é frequentemente negativo, heterossexista, frio e ensinado por professores constrangidos e mal treinados”.

Os grupos juvenis cristãos poderiam realizar debates sobre esse e outros assuntos, contando com orientação de pessoas abalizadas. Fica a sugestão.