NOS BRAÇOS DA MÃE


Vera Pompeu


(Celebração do Natal)
 



Vamos lembrar o que diz Lucas 2,8-14: “Naquela região havia pastores que estavam passando a noite nos campos, tomando conta dos rebanhos de ovelhas. Então, um anjo do Senhor apareceu, e a luz gloriosa do Senhor brilhou por cima dos pastores. Eles ficaram com muito medo, mas o anjo disse: - Não tenham medo! Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também, para todo o povo! Hoje mesmo, na cidade de Belém, nasceu o Salvador de vocês – o Messias, o Senhor! Esta será a prova: vocês encontrarão uma criancinha enrolada em panos e deitada numa manjedoura. No mesmo instante apareceu com o anjo uma multidão de outros anjos, como se fosse um exército celestial. Eles cantavam hinos de louvor a Deus, dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas do céu! E paz na terra para as pessoas a quem Ele quer bem”.
Caros irmãos e irmãs, “Paz, palavra pequena de gigantesco significado. É pequena, por isso o mundo teme por ela! É gigantesca, o Universo deseja apoiar-se nela! Onde há paz, há felicidade. Felicidade perfeita só existe em Deus. Sem Deus não existe paz. Quando Deus se fez homem no Dia de Natal, os anjos afirmaram que a felicidade ia ao encontro das pessoas, e desceram pelos ares cantando harmoniosamente: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”. Paz!
Que a humanidade tenha paz! Paz não é ausência de dor, é dor com amor; Paz não é ausência de ofensas, é a presença do perdão; Paz não é exigir, é saber renunciar; Paz não é concordar, é saber conviver.
E o homem que soube construir a paz para seu irmão, se unirá ao coro dos anjos para bem cumprir a mensagem da manjedoura de Belém: “Paz na terra aos homens de boa vontade”.
Que entre gestos concretos, símbolos, preces e cantos pela PAZ, possamos neste Natal, sermos corajosos e fortes no testemunho do Evangelho e fiéis na missão. Sirvamos ao Deus Menino com alegria. Um dia a paz e a justiça serão as palavras finais; um dia a paz e a justiça tirarão de nossos lábios a palavra guerra; um dia a paz e a justiça acabarão com a fome e a miséria; um dia a paz e a justiça serão para sempre, de todas as nações, o novo nome. Porque Deus nos conduzirá.
Que Natal iremos viver? O Natal da mesa farta, ao lado de quem não tem o que comer? Será o Natal do desperdício, ao lado de quem cata alimento no lixo? O Natal de quem tem tudo, ao lado de quem nada tem?
O Natal da ganância, da ambição desmedida, ao lado dos excluídos? Que Natal iremos viver? Que Natal iremos fazer?
Será o Natal dos descompromissados, dos que estão sempre calados, com medo de se comprometer?! Que Natal iremos escolher? O natal de quem deixa tudo de lado ou o Natal de quem descruza os braços e faz a Vida Acontecer?! Disse Jesus; “Eu vim pra que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente” (Jo 10,10). Vamos nos lembrar que há muitos anos atrás, em uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, havia uma jovem que se chamava Maria... jovem obediente a Deus, uma pessoa de bom coração. Deus a escolheu para ser a mãe do menino Jesus.



(texto baseado na Revista “Salette”

 

 

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