CRISTO RESSUSCITOU!



Pe. José Felippe Netto



Estamos vivendo as alegrias da Ressurreição do Senhor! Estes oito dias são chamados pela Igreja Católica de “oitava da Páscoa”. O cristão, mais do que ter razões objetivas para crer, entrega-se em gestos de vida nova. As primeiras comunidades cristãs compreenderam a importância desse passo. O testemunho de Atos 2, 42, ao falar em assiduidade aos ensinamentos dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações, não indica a adoção de um tática de sobrevivência. Temos aí, pelo contrário, a única forma sensata de viver a Ressurreição.
Dentro da oitava da Páscoa lembro-lhe que Cristo ressuscitou dos mortos e nele o mundo se reergue. Os laços do pecado foram rompidos pela cruz. É o tempo do Aleluia, da liberdade dos filhos de Deus, da nova vida no Espírito, da inauguração do reino de Cristo que, feito “Senhor” na sua ressurreição, sentado à direita do Pai, está misteriosamente presente em sua Igreja, sobretudo nos sacramentos pascais.
Se quiser fazer a experiência do Cristo ressuscitado em sua vida, é necessário abrir o seu coração e deixar a graça de Deus trabalhar em você. Os quatro evangelistas narram a passagem da ressurreição de Jesus e todos são unânimes em afirmar que o fato se deu na manhã do “primeiro dia da semana”: Mt 28,1-10; Mc 16,1-11; Lc 24,1-12; Jo 20,1-18.
O evangelho de João nos diz que Maria Madalena estava junto ao sepulcro de Jesus, chorando e viu dois anjos vestidos de branco. Eles perguntaram porque chorava e ela respondeu que haviam levado o corpo do Senhor. Jesus apareceu ali, em pé, ao seu lado e também perguntou porque ela chorava e a resposta foi a mesma. Jesus chamou-a pelo nome: “Maria!” Então ela reconheceu o Senhor e Ele ordenou que ela fosse dar a notícia aos discípulos. Ela foi e informou: “Vi o Senhor”. Encontramos neste relato de João as três dimensões das narrativas de aparições: iniciativa, reconhecimento e missão.
Que as Comunidades Paroquiais possam conservar e viver esse clima pascal sempre.