AS DUAS MÃES

 


Pe. José Felippe Netto



Certa vez li, não sei onde, uma quadra simples, mas muito significativa:

"Eu vi minha mãe rezando
diante da Virgem Maria.
Era uma santa escutando
o que outra santa dizia".

Muito feliz o autor (anônimo) ao imaginar essa cena. Retratou bem o encontro de duas mães. Fico imaginando como seria. Como seria o diálogo? O que teriam dito?
A mãe terrena contaria a respeito de seus filhos, das dificuldades para educá-los e encaminhá-los. Deve ter aproveitado a oportunidade para pedir ajuda e proteção.
Por sua vez, a Mãe celeste deve tê-la consolado e, certamente, falado de seu Filho. A surpresa na anunciação do anjo, a situação de pobreza em que deu à luz, a fuga para o Egito, o sufoco quando o perdeu no templo, o encontro doloroso no caminho da Calvário e a crucificação.
Mas deve ter dito também que não haja desespero, porque após a morte vem a ressurreição, após a escuridão da noite o sol torna a brilhar, após a tempestade vem a bonança.
Após o diálogo, certamente veio a despedida, com promessa de um reencontro no dia seguinte.
Esse encontro nos ensina o quanto devemos amar, valorizar e respeitar nossas mães. A todas elas, nossa homenagem no dia que lhes é dedicado.