HOMENS SEM TEMPO

 

Semana passada, vi um lembrete estranho sobre a mesa de trabalho de um diretor de televisão:

- o me atrapalhe, por favor. Sou um homem sem tempo...

A metade da populacão moderna, no mundo inteiro, poderia sair pela rua com este letreiro pendurado na testa: "Sou um cidadão sem tempo... uma senhora atarefada, com falta de tempo,o tempo todo"...

Em toda parte, na cidade e no campo, na área rural, você encontra gente apressada, inquieta, nervosa e febril. Sempre saindo, quase nunca chegando. Invariavelmente correndo contra o relógio.

Aquela eterna angústia da tarefa inacabada, do sonho irrealizado, da esperança falida, do aniversário esquecido, do amigo não visitado, do trabalho urgente que ficou pela metade.

Definitivamente, tempo é uma questão de preferência, de disciplina, de motivação. Um valor sagrado e fundamental a gente valoriza, defende e constrói com perseverança, entusiasmo e criatividade incansável.

Num milênio semi-ateu, consumista, dessacralizado, cabe-nos reencontrar o precioso espaço para rezar, para nos reabastecer psicológica e espiritualmente na caminhada da fé, da esperança e do amor cristão.

 

O precioso e frágil campo da felicidade,

 da alegria de viver e da realização

 deve ser cuidadosamente trabalhado

 com incansável esforço, fervor e generosidade.

 

Se eu olhasse mais para o alto e me apegasse um pouco menos às coisas da Terra, teria um coração mais liberto e fraternal.

 

Se eu modificasse um pouco a mim mesmo, cada dia,

o mundo inteiro se modificaria.

Coração, que se converte, converte o mundo.

Em silêncio, lentamente, devagar.

Como as àguas de um riacho,

que deslizam para o mar.

 
Do livro::Um pensamento para cada dia do ano 
                            Pe Roque Shinaider

 

   
   
   

 

                       

 

Kantinho da Mapa- Autora Cida Lopes