Detalhes da História da Imagem da N. Sra Aparecida
 

Vera R. B. Rodrigues Pompeu
 


Certos detalhes da historia e da imagem de N.Sra Aparecida ainda hoje impressionam os fies, historiadores e teólogos. Vamos deixar uma coisa bem clara: Nossa Senhora Aparecida não é uma aparição, mas numa imagem que todos podem ver, ate tocar.
Imagem que foi quebrada e jogada no Rio Paraíba, segundo o costume antigo. Certamente, imagem feita em São Paulo pelo Frei Agostinho de Jesus, imagem da Imaculada Conceição, velha devoção Portuguesa.
O Porto Itaguaçú ou “Pedra Grande” fica quase à beira da estrada São Paulo-Rio, o que explica o motivo de ali terem lançado a imagem. De certo foi trazida por algum cargueiro, em demanda do interior, que fazia o caminho do Rio, o caminho das Minas-passagem do ouro e das bandeiras.
Aliás pó ali transitavam os novos bandeirantes, aventureiros, comerciantes. Era caminho também do então severo governador das Minas, o Conde de Assumar. Existe o diário desta viagem. Em Guaratinguetá, vila fundada pelos idos de 1640 sob a graça de Santo Antônio, pousou o governador. Através da Câmara ele mandou que fossem notificados todos os pescadores “ para apresentarem todo o peixe que pudesse haver”. Certamente para as refeições e para a viagem.
Aqui aparecem os três pescadores felizardos que encontraram a imagem : João, Filipe e Domingos. Sustentando a devoção, logo surge o povo que começaram a se juntar para a reza do terço. Em seguida surge o clero, Padre José Alves Vilela que era o vigário da época. Pouco depois, o padre João de Morais, Mestre em Teologia Moral, Registra o fato no Livro do Tombo, contando os primeiros prodígios. Levanta-se uma capela, depois outra.
Na época do aparecimento, o Brasil era colônia de Portugal, Transcorria 1716. Rios e terras eram tiradas dos índios Tupi-Guaranis. Bandeiras iam de Taubaté ao Sul de Minas, Ouro Preto. Elas Massacravam índios, encontravam e contrabandeavam ouro, cuja o destino era Paratí.
Tempo de escravos negros, agricultura pobre, caça e pesca quase esgotadas. Tropeiros levam para longe as notícias e as devoções. Os milagres, as graças e a imaginação dominam a memória do povo humilde.
Em 1743, 26 anos depois da pesca da imagem D. João da Cruz, Bispo do Rio, autoriza a construção da Capela no morro dos Coqueiros e ela foi inaugurada em 1745, na festa de Sant’ Ana. Um dia a Princesa Isabel lá esteve, libertou um escravo e doou uma coroa de ouro à Santa. Em 1894 chegam os missionários redentoristas, que passam a fazer parte como guardiões da Imagem, pegadores da Palavra e administradores das atividades no Santuário de Nossa Senhora Aparecida.
Maria, Mãe de Deus, nós estaremos sempre a salvo da força do mal se estivermos sob Vossa Proteção