SEMANA SANTA



Pe. José Felippe Netto



Nossa preparação para a Páscoa tem o seu ponto alto com a celebração da Semana Santa, que nos lembra a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus.

Domingo de Ramos: A Igreja Católica celebra a entrada solene de Jesus em Jerusalém, pois estava terminando sua peregrinação terrena. Em Jerusalém, tudo se revestia de alegria e festa. A bênção e a procissão dos ramos manifestam esta alegria, na Liturgia, mas o Evangelho da missa já nos recorda a paixão de Jesus. Para Ele começa a semana de doação suprema, da maior prova de amor, a semana da entrega, do sofrimento, da morte, da vida nova e da redenção universal. É assim que o exemplo e a palavra de Jesus nos fazem dizer não a este estado de egoísmo e violência que se abate sobre a Humanidade.

Segunda-feira santa: Apesar de nossas atividades profissionais e escolares, devemos entrar num clima de oração e silêncio, tanto quanto possível. E dentro desse clima podemos refletir sobre a paixão de Jesus.

Terça-feira santa: Refletimos sobre as dores de Maria, lembrando as palavras do profeta Simeão: “Uma espada de dor transpassará a tua alma”. Esta devoção é popular e bastante antiga. Maria é apresentada como modelo de mulher, esposa e mãe para todas as mulheres.

Quarta-feira santa: A procissão do encontro doloroso lembra-nos o momento em que Jesus, com a cruz às costas, no caminho do Calvário, encontra-se com sua Mãe. Nossa vida é marcada por encontros e desencontros. A vida de muitas mães e esposas é um verdadeiro calvário de sofrimento, com esposos e filhos dependentes do álcool e de outras drogas. Muitos casais se desentendem e se separam, não pensando nos filhos. Há filhos que desrespeitam os pais. Existe inimizade até entre irmãos! Todos estes desencontros e misérias estão representados no encontro doloroso de Jesus com sua Mãe.

Quinta-feira santa: Nas igrejas catedrais – sedes das dioceses - celebra-se a Missa do Crisma, com bênção dos óleos do batismo, da crisma e dos enfermos. Em todas as paróquias celebra-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio Católico. Na véspera de sua morte, Jesus reuniu seus amigos, os apóstolos, para participarem juntos, da ceia pascal, durante a qual instituiu a Eucaristia e ordenou aos discípulos que continuassem fazendo aquilo em Sua memória. O lava-pés é o símbolo do serviço e da disponibilidade para o Reino. Jesus deu-nos o exemplo. Ele mesmo disse que veio para servir e não para ser servido.

Sexta-feira santa: Dia de jejum e abstinência de carnes. A Igreja Católica recolhe-se em seu templo, despojado de todo enfeite, para celebrar e reviver a morte de Jesus Cristo. A cruz, que se levanta no centro das celebrações deste dia, é a cátedra onde Jesus nos dá a maior lição de amor. Procuremos aprender a lição e rezemos para que os homens reconheçam os frutos salvíficos desta cruz redentora. O jejum e a abstinência de carnes são uma experiência de fome que devemos fazer a fim de aprendermos a dominar os nossos instintos.

Sábado santo: Dia de luto, lembrando o sepultamento de Jesus. As igrejas permanecem fechadas. Não há celebração de sacramentos. A vigília pascal é o ponto alto de todo o ano litúrgico e de toda a Semana Santa. É a celebração mais importante da vida do cristão. Compõe-se de quatro partes: celebração do fogo e da luz; celebração da Palavra; celebração da água e celebração da Eucaristia. Na Páscoa antiga os Israelitas comemoravam a passagem da escravidão para a liberdade. Na Páscoa nova os cristãos comemoram a passagem da escravidão do pecado para a vida na graça

Domingo da Ressurreição do Senhor: Durante cinqüenta dias celebramos, na Liturgia, a Ressurreição do Senhor. O Aleluia, tantas vezes repetido, é a expressão mais sublime da nossa alegria pascal, pela ressurreição de Cristo e também de nossa ressurreição.

Desejo aos nossos queridos leitores boa participação nas celebrações da Semana Santa e os votos de feliz e santa Páscoa!