Filho ausente

Pe.José Felippe Netto (Zezo)

Minha querida mãe!
Por que me separei de ti?
Por que fugi?
Hoje,com saudade,recordo
o tempo em que me amamentaste
e qundo adormecia em seu regaço.
Lembro-me quando fazia *birra*
e me aconselhavas,
sem me bater,
sem me xingar!

Mas... tive que crescer...
tive que me tornar adulto e...
com sonhos de liberdade
quis voar mais alto...
sentir-me livre...
trilhar novos e desconhecidos caminhos!

E o que ganhei?
E o que encontrei?
Só decepções!
Só desenganos!

Hoje retorno,mãe querida,
saudoso...
esperando o teu perdão,
implorando o teu abraço
e o teu beijo.


Sei que nunca desististe
de esperar por mim.
Sei que já me perdoaste,
como toda mãe perdoa o filho que erra.


Sei que me perdoarás
quantas vezes necessário for.

Agora,mãe, chego ao asilo
e recebo a notícia que não conseguiste
esperar tanto tempo.
Partiste!

Estás,certamente,junto a DEUS,
Iintercedendo por este filho ingrato
que derrama suas lágrimas
sobre o teu túmulo.

(Esta é uma *resposta* à poesia *Mãe no Asilo*,

de autoria de Douglas Skaramouch).



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