Pão dormido

Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis "Cidade Poema"



Quando vejo uma criança
Pedindo um pão dormido,
Meu coração é partido,
Quase perco a esperança.


Como que um país tão rico
Tem filhos tão miseráveis,
Mendigos sem ter ninguém,
A implorar os vinténs
Que o descaso lhes negou?


Como pode o PODER
Virar as costas pro povo
E depois, como consolo,
Desejar um ANO NOVO
Cheio de amor e de paz
Se o que ele mais faz
É do pobre se esquecer?


Com o advento do Natal,
Devemos pensar um pouco
Nesta verdade real:
Por que tão poucos têm muito,
E muitos têm quase nada
E são jogados na estrada,
Sem teto, emprego e amor,
Nos causando grande dor
Com a injustiça praticada?


Que Jesus de Nazaré
Reforce a nossa fé,
E atenda este pedido:
Dê ao pedinte a esperança,
De ter mais que pão dormido!


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